27/01/2016

A Vida é uma dádiva

e considerares que nada, absolutamente nada é teu, se considerares que quando vens à terra não tens nada e quando te vens embora da terra não trazes nada…Se considerares que nada é teu por direito, que tudo o que te chega às mãos é uma oferta que a vida te faz, vais começar a olhar para a vida de outra maneira.

Por exemplo: Se pensas que algo te vai acontecer e esse algo não acontece… Se esperas que algum assunto se encaminhe em determinado sentido e o resultado é diferente do que esperas... Se queres as coisas de uma determinada maneira e as coisas teimam em acontecer de outra… Se achas que uma pessoa vai reagir de uma maneira e ela reage de outra ou querias que ela fizesse uma coisa que não fez...

É claro que ficas desiludido. Não era assim que esperavas que as coisas se desenvolvessem. Mas há aqui uma questão que te quero colocar. Se nada nem ninguém é teu, como podes querer? Como é que pensas que podes manipular as coisas a teu bel-prazer? Porque é que achas que as coisas vão ser da forma que te dá mais jeito?

É a vida, amigo, é a vida quem te dá tudo. Absolutamente tudo. A vida dá-te tudo, desde o ar que respiras até à roupa que vestes, os filhos que tens, os amigos, a tua educação, dinheiro, emprego, relações. Já reparaste na quantidade de coisas e pessoas que a vida já te deu? Porque é que ficas sempre a olhar para o que não tens? Porque querias ter. E querer é ego.

Achas-te no direito de ter um certo número de coisas, mas em nome de quê? Quem tas deu? Quem te disse que eram tuas? Foi o teu ego que te encheu a cabeça com a ilusão de que tens direito a tudo. Faço-te uma proposta. Esquece tudo. Fica a zeros. Considera que não és dono de nada. De absolutamente nada. Tudo é da vida. E agora, devagar, começa a percepcionar todas as coisas que a vida já te deu. Tudo o que tens recebido.

Começa a ver, uma a uma, cada coisa que a vida se disponibilizou a oferecer-te, cada coisa, cada pessoa, cada emoção. E tenta sentir a gratidão por tantas coisas já recebidas. Deixa essa gratidão crescer no teu peito. Deixa que ela invada com a sua frequência excepcional a tua energia. E nunca mais vais ver a vida da mesma maneira.

Alexandra Solnado

20/01/2016

O Novo

Há uma velha estrutura a pesar. A pesar muito. Não te deixa avançar. Não te deixa evoluir. Essa estrutura é o passado. Quem foste no passado, o que sentias no passado, mas, principalmente, o que pensavas no passado.

Todo aquele acúmulo de conceitos, de julgamentos, de vitimização. Todo aquele desfiar de culpa, de medo, de ressentimento. Todo aquele peso que não confere com a pessoa que és hoje, mas que ainda aí está, prestes a explodir e a fazer valer os seus valores.

Livra-te do passado. Hoje já não és quem eras antes. Hoje já não és quem eras há cinco minutos. Tudo está a mudar tão depressa agora. Porque é que não aproveitas? Tenta desprender-te. A cada pressentimento, a cada acção, a cada situação, investe nessa nova pessoa na qual te estás a tornar, com nova consciência, com novos valores, com nova forma de pensar. Com nova essência.

Sê quem és, hoje. Pode não conferir com o teu passado. Não faz mal. Estamos na era da mudança. Até um dia em que acordes, olhes ao espelho e vejas o ser absolutamente luminoso em que te tornaste. 

Alexandra Solnado

13/01/2016

Oportunidades

Em rigor, todos os homens são iguais aos olhos de Deus. Todos obtêm a mesma benevolência, a mesma tolerância e as mesmas oportunidades. Todos recebem sinais. Todos têm oportunidades de êxtase, visões, informação espiritual e cura. Todos. Sem excepção.
Mas uns aproveitam. Aceitam. Comprometem-se. Querem evoluir e colocam-se ao serviço da evolução. Escolhem a luz. Acima de tudo. Com a sua alma. Com o seu Ser. Estes, naturalmente estão mais próximos de mim. Não estou a dizer que são melhores ou piores. Que são isto ou aquilo. Eu não julgo. Só observo e ajudo.

Aquela frase que se diz aí em baixo, «Quando o aluno está pronto o mestre aparece», não podia ser mais verdadeira. Aos que aceitam, eu ajudo, incentivo e abençoo. Aos que rejeitam, eu entristeço-me, mas espero. Sei que haverá o dia do discernimento, em que vão acordar de séculos de inacção e medo, e vão finalmente olhar para mim. Vão finalmente escolher a luz.

E a esses eu agradeço profundamente, pois são esses que semeiam a elevação da energia da terra para que os outros possam compreender. A esses eu perdoo tudo, pois o compromisso é louvável e faz desaparecer as hesitações. 

Alexandra Solnado

06/01/2016

Sinais

Há muitas pessoas que pensam que a vida funciona por sinais. Se as coisas correrem bem, se fluírem, é para serem feitas. Se não fluírem, há que abandonar a tarefa. E há muitas pessoas que não ligam nenhuma aos sinais. Depois, quando percebem que não há coincidências, começam a tentar «ler» a vida. Através dos sinais, é claro.

Mas essa leitura ainda é muito rudimentar. «Se tudo der certo, avança. Se houver obstáculos, recua.» E utilizam essa fórmula para tudo. E como estão à disposição dos sinais da vida, pensam que o ego está dominado. Puro engano.

Se a vida fosse assim facilmente «legível», para quê darmos tanta importância ao Eu Superior e à Essência? É que só estes vos podem responder às vossas questões mais profundas. Tudo o que não seja o Eu Superior e a Essência a responder, será respondido pelo ego. E, consequentemente, não irá dar certo.

Por isso, pensa assim: Eu tenho de fazer uma coisa, e essa coisa exige um grande compromisso da minha parte. Por isso, a vida vai-me apresentar variadíssimos obstáculos, no sentido de testar o meu compromisso. Imagina se nesta altura tu desistes por achares que os obstáculos são um sinal para recuar. Percebes porque não é tão simplista?

E agora perguntarias: Então como saber quando os obstáculos são uma armadilha para testar o meu compromisso, e quando são sinais de que não vai dar certo? Como saber? O Eu Superior. Esta é a resposta. Só ele poderá dizer o que fazer. Só ele poderá indicar os parâmetros dessa iniciativa.

Se não consegues ainda conectar com o Eu Superior, utiliza a tua intuição. Nunca a dimensão mental. Nunca o ego. Agora que já te expliquei os fundamentos das coincidências e dos sinais, deixa-me dar-te um beijo na testa para poderes ficar em paz. 

Alexandra Solnado