29/12/2016

Sessões de Reiki - faça a sa sua marcação


Fragilização

Ainda hoje, depois de todos estes anos, fico espantada com as coisas que vou descobrindo acerca de espiritualidade e evolução. Percebo cada vez mais que o que aprendemos na nossa infância e adolescência é o oposto do que a vida depois irá pedir-nos. E quando crescemos, já estamos tão viciados nos comportamentos adquiridos, que acabamos por ensinar às nossas crianças tudo o que aprendemos, perpetuando assim padrões espiritual e energeticamente equivocados.
Chorar, por exemplo. Ensinam-nos que devemos ser fortes e que chorar é uma fraqueza. Ensinam-nos que as emoções não têm assim tanta importância, e que devemos ser lógicos. E a vida pede o oposto disso. Pede fragilização. Pede que façamos cada luto das perdas que temos, de cada uma das perdas, da mais ínfima à maior.
E como estamos sempre a tentar ser fortes, a seguir a lógica da nossa mente, não conseguimos dar o que a vida pede, e... aí vem mais perda. Porque a vida é incrivelmente cirúrgica. Eu costumo dizer que sou terapeuta, mas a vida é uma terapeuta muito mais poderosa. Mais precisa. Mais rude, até. Porque para a vida, ou vai ou racha.
Uma das coisas que a vida nos obriga é a fragilizar. E porquê? Fragilizar é entrar em contacto com as nossas emoções. E entrar em contacto com as nossas emoções é priorizar a nossa Alma.
Quando a pessoa está invadida pelo ego, só pensa pela lógica. Tudo tem que ter lógica. O ego é um sistema de sobrevivência que já vem desde o tempo do homem das cavernas - era o ego que fazia os homens dessa época pensarem pela lógica para sobreviverem. Era a lógica que os fazia caçar, pescar, aquecer-se. As emoções não lhes traziam sobrevivência. Até aqui está tudo certo. Só que hoje, todo o corpo subtil do ser humano já está mais avançado, mais evoluído. A Alma está mais desperta, e quer manifestar-se. E ela só se manifesta pelas emoções. E como o ego quer sempre dominar pela lógica, pela mente, tenta matar as emoções... sem perceber que está a tentar matar a Alma.
E por isso é que é tão importante equilibrar. Equilibrar o ego e a Alma. Equilibrar a mente e a emoção. Enquanto na época das cavernas não era preciso equilibrar nada, porque o ser humano ainda estava numa fase muito inicial da sua evolução, agora, o passar do tempo vai pedindo novos passos, novas etapas. Agora, o que está a ser pedido é realmente este equilíbrio. Por isso tanta literatura acerca da Alma, acerca da espiritualidade, acerca da Conexão.
E porquê? Porque precisamente agora está na hora de o ser humano pôr o ego um pouco de parte - tem sido exageradamente exacerbado - e equilibrar com a Alma.
A fragilização é o que mais equilibra ego e Alma. Quem é que sente? É a Alma. A Alma não pensa, ela sente. Basta uma pessoa não aceitar fazer esse processo de fragilização, vai começar a atrair alguns eventos negativos, para obrigar a fragilizar, para obrigar a sentir. Qual é a melhor forma de deixar de atrair os eventos negativos? É fragilizar, isto é, é viver com as emoções. As pessoas que vivem com a emoção à flor da pele atraem menos eventos negativos. Porquê? Porque já não é preciso. A vida já não pede para fragilizar, porque a pessoa já está fragilizada.
Quanto mais nós nos fragilizamos, mais percebemos que afinal não é tão mau, não é tão ruim o estar sensível. Pelo contrário. É um dom. É muito bom. Quando a pessoa está sensível, ela consegue sentir-SE.
E não há nada que faça a vida ter mais sentido do que uma pessoa conseguir sentir-SE. 
Alexandra Solnado

16/12/2016

"Entre Vidas"

- Quando um ser desencarnou de uma vida e ainda não encarnou noutra, está numa dimensão conhecida por "Entre Vidas". É nesse espaço energético que o ser, com consciência ampliada, vai refletir sobre o que se passou na vida que acaba de terminar. Que Karma conseguiu limpar e o que não conseguiu e se agravou. É nessa dimensão que vai definir a próxima vida. Onde irá nascer, como irá viver, em que época, com que pais, irmãos, vizinhos. Tudo definido ao detalhe para que o ser consiga reunir as condições da sua próxima jornada.
Tudo para que a aprendizagem continue.
Nesse espaço entre vidas, o ser não tem ego. Não tem restrição. Não tem dualidade. Tudo é amor e abundância. Aí o ser está na dimensão do Uno. Está na dimensão em que, apesar de ser uma luz autónoma, faz parte do todo.
Quando tudo está preparado para a encarnação e o ser desce, entra na dualidade. Deixa de ser Uno. Deixa de vibrar pelo amor e abundância. Vai para uma dimensão em que os opostos se completam. O yin e o yang, o escuro e o claro, o mais e o menos, o Céu e a Terra. O mundo visível e o invisível. E a sua tendência, visto estar habituado ao Uno, é escolher uma das partes. E a sua tendência, visto estar tão habituado ao amor, é escolher a parte mais fácil. Que irá levar ao amor, pensa o ser.
Mas não é isso que acontece. O ser começa a atrair uma série de circunstâncias para que entenda, de uma vez por todas, que aí em baixo terá de levar os dois em conta, e harmonizar. Terá de ouvir os dois lados e escolher. Aí sim, poderá ponderar e fazer a sua decisão. Utilizar o seu livre-arbítrio e escolher a Luz. Sim, porque o ser só desce para escolher subir.
E o ser em evolução irá harmonizando os opostos, neutralizando-os, e criando Luz com essa neutralização. E a escolha da Luz vai fazer com que emane mais Luz. E essa emanação deixará a densidade cada vez mais distante e cada vez mais irá emanar e atrair Luz.
Até que um dia a jornada dual, por anulação da densidade, terá fatalmente que terminar. Aí o ser voltará cá para cima de vez, com a consciência ainda mais ampliada pela Luz que soube escolher no meio da densidade e que o trouxe definitivamente para o Céu, invariavelmente sua casa.
 Alexandra Solnado 

07/12/2016

Não interssa o que se faz mas sim como se faz ...

Nestes anos de Conexão, Jesus pediu muita coisa, mesmo muita coisa. Algumas coisas para transformar em mim, outras para eu fazer, livros para escrever, mensagens, terapias, cursos para dar, viagens, textos, conceitos... Ele pediu-me mesmo muita coisa. E no meu compromisso de fazer absolutamente tudo o que estivesse ao meu alcance para que o que Ele pedisse fosse feito da melhor forma possível, eu ativei a minha máxima exigência.
Antes de perceber que uma das coisas que viemos aprender é que a perfeição não existe cá em baixo na matéria, eu era uma pessoa extremamente perfecionista. Continuo a ser uma pessoa muito exigente, com muita necessidade de perfeição, apesar de já saber que até podemos persegui-la a vida toda, mas vamos ficar destruídos no processo e nunca a chegaremos a alcançar. Porque ela pura e simplesmente não existe. Ela é apenas mais uma forma de fugir da dor... do medo de errar.
Porque ao querer que as coisas saiam perfeitas, nós exigimo-nos para além do que podemos. Somos cruéis connosco, com o nosso corpo, com a nossa energia. E isso baixa incrivelmente a nossa frequência vibratória. Baixa tanto que o que queríamos com toda essa exigência - que era evoluirmos, ficarmos seres mais elevados - simplesmente cai por terra.
Um dia eu estava muito stressada para fazer alguma coisa que Jesus tinha pedido, e ouvi:
- Percebe uma coisa. Não interessa absolutamente nada o que tu fazes aí em baixo. Não interessa absolutamente nada se sai bem, se sai mal, se é perfeito, se não é, a única coisa que interessa é a vibração que tu alcanças quando o fazes. Porque na realidade só interessa fazeres coisas aí em baixo para consolidar a tua vibração. Se fazes uma coisa que supostamente tem uma determinada vibração elevada, mas a forma como a fazes tem uma vibração baixa, anulas o resultado. Porque o resultado já está embrenhado da vibração baixíssima que evocaste com a tua exigência.
Foi nessa altura que eu comecei a entender que não adiantava de nada eu fazer coisas grandes, ou muitas coisas, se não cuidasse da minha vibração. E comecei, aos poucos, durante o tempo em que estava a realizar pedidos d'Ele, a parar várias vezes para Meditar para mudar a minha vibração. E realmente começou a funcionar. As coisas fluíam melhor, já não era necessário tanto esforço, porque só acontecia o que era para acontecer. O que não era para acontecer, o que não tinha a vibração propícia para acontecer, pura e simplesmente caía. E como eu não punha força naquilo, não lutava, não me exigia, também não insistia que acontecesse. E a vida foi ficando leve...
- Não interessa O que fazes. Só interessa Como o fazes. Mesmo que a coisa saia pior, mesmo que saia menor, não interessa nada, desde que ela tenha uma vibração alta. Por isso não adianta grandes edificações, grandes construções, se a energia dessas construções não tiver a Luz cá de cima. A única coisa que interessa é que vocês levem a Luz para a Terra. O resto é acessório.
Alexandra Solnado 

Raiva

A Raiva é uma emoção negativa. Sim, sabemos. É uma emoção explosiva, que aparece quando menos esperamos e que é muito difícil de controlar. Também já sabemos.
O que poucos de nós sabemos é que a raiva é resposta direta a uma outra emoção, igualmente negativa mas extremamente terapêutica.
A raiva é o "airbag" da tristeza. Sempre que estamos com raiva é porque no minuto anterior, no momento imediatamente anterior, ficámos tristes. Alguma coisa nos entristeceu. E porque temos muito medo de ficar tristes, temos muito medo de ir à nossa dor - porque pura e simplesmente não sabemos o que fazer com ela - então chamamos as nossas defesas... e atacamos.
No fundo a raiva, o ataque, é a forma que encontramos para não termos que gerir a nossa dor. O que acontece é que, ao não encarar a dor, ao não nos entristecermos, ao não chorarmos quando dói, deixamos de fazer os nossos lutos, e consoante isso vai acontecendo, as dores, as tristezas vão ficando por drenar, por libertar. Vão ficando presas.
E isso é exatamente o que se chama Karma. Karma é uma dor da qual não se fez luto. E essa dor, por não ser drenada, chorada, libertada, vai-se comprimindo e provocando um buraco negro energético, com um campo magnético fortíssimo. Esse buraco negro emocional mora na nossa dimensão energética, e o íman resultante atrai acontecimentos e situações que irão provocar mais da mesma dor, mais, mais, até a pessoa se render e conseguir chorá-la. É a vida a dar-nos oportunidades de fazer o luto daquela mesma dor. E é mesmo, sempre a mesma dor. É aquela que há séculos nos recusamos a aceder.
No dia em que uma pessoa consegue chorar essa dor, no dia em que consegue aceder, chorar, fazer o luto, provavelmente essa dor vai-se libertar e nunca mais vamos precisar de atrair situações que a ativem, porque ela pura e simplesmente não estará mais lá. 
 Alexandra Solnado